jueves, 19 de octubre de 2017

Cultivo Hidropônico: uma prática eficiente e de alta rentabilidade.

O sistema hidropônico consiste no cultivo de plantas em meio a uma solução nutritiva, ou seja, sem contato com o solo.

A planta recebe seus nutrientes em quantidades adequadas, sem que haja desperdício. Essa técnica vem sendo empregada por muitos produtores, principalmente os de hortaliças, sendo a alface a mais cultivada por meio da hidroponia, porém como não há restrições nesse sistema, pode ser cultivado verduras e até forragem animal, como vem sendo utilizado nas regiões de caatinga.

A hidroponia apresenta resultados satisfatórios aos produtores, devido a uma maior produtividade se comparado aos sistemas tradicionais, o que se deve a múltiplos fatores, tais como: o aumento da proteção da cultura a fitopatógenos (quando aliado ao emprego do cultivo protegido), consequente diminuição no uso de agrotóxicos, uso racional da água, podendo ser 70% mais econômico do que outros sistemas, diminuição no uso de insumos e possibilidade de plantio fora de época.

Possui como principal desvantagem o alto custo de implantação, devido a necessidade de bancadas, mesas, sistemas hidráulicos, elétricos, geradores de energia e construção de estruturas, no caso do emprego do cultivo protegido. Eventuais falhas, em alguma das partes desta infraestrutura, podem representar grandes perdas na produção, já que o sistema depende do bom funcionamento destes fatores, por esta razão se faz necessário a constante manutenção do sistema.

Tipos de Sistemas Hidropônicos

Os sistemas hidropônicos são divididos entre os que possuem circulação da solução nutritiva, também chamados de sistemas abertos ou dinâmicos, e os que não possuem circulação, conhecidos como de sistema fechado ou estático.


Dentre os sistemas com circulação de solução dinâmica destacam-se o NFT (Nutrient Film Technique), que é o mais usado no mundo. Esta técnica funciona basicamente com um tanque de solução nutritiva, canais de cultivo, uma bomba que promove a circulação da solução e um sistema de retorno ao tanque.


Já entre os principais sistemas no qual não há a circulação de água, existem: o sistema de pavio, onde planta e solução são interligadas por uma espécie de pavio, o sistema floating (ou DFT – Deep Flow Technique), onde as plantas flutuam por meio de um isopor com furos sobre um reservatório contendo a solução nutritiva, neste sistema as raízes ficam completamente submersas e há necessidade da troca periódica da solução nutritiva. O DFT possui uma ótima aeração e é indicada para regiões de intenso calor.
 
Ainda entre os sistemas de circulação fechada existe a técnica de aeroponia, que consiste na exposição das raízes ao ar sendo a solução nutritiva nebulizada, em uma câmara escura, sendo apenas a parte aérea da planta exposta a luz. É importante salientar que este sistema reque maior investimento, uma vez que há um maior grau de tecnologia sendo empregada.
 
Ao contrário do que se pensa, a hidroponia também pode ser realizada em outros meios que não a água, como por exemplo, em meio inorgânico, sendo utilizada lã de rocha, areia, perlita, escória entre outros materiais como substrato, ou ainda pode ser feito o uso de materiais orgânicos como serragem, musgo, fibra de coco, etc. O sistema de gotejamento é aplicado nesse meio, no qual os gotejadores ficam localizados na superfície do substrato, próximo à planta irrigando-a. Um temporizador é utilizado para controlar a frequência da irrigação. Seguindo este modelo também há o sistema de subirrigação, que é realizada na região radicular da planta.  
 
Solução Nutritiva
 
A solução nutritiva é o fator de maior relevância na hidroponia, seu manejo correto refletirá em um bom desenvolvimento da cultura. Portanto, deverá ser preparada de modo que supra todas as exigências nutricionais do vegetal. Estas exigências variam conforme a planta e são formuladas de acordo com estudos de nutrição, que levam em consideração a espécie, o estágio de crescimento, temperatura e intensidade da luz. Por esta razão é necessário um apoio técnico, aos iniciantes, para a formulação específica. Devem ser utilizados sais fertilizantes de fácil dissolubilidade em água sob a forma de macro e micronutrientes.
 
Pragas e Doenças
 
No cultivo hidropônico, assim como nos tradicionais, também ocorrem ataques de pragas e doenças, porém com menor intensidade. Entre as principais doenças estão o Pythium, que ataca as raízes das plantas e encontra na água o local perfeito para o seu desenvolvimento. Fatores como a proximidade das plantas, facilidade de propagação dada pela constante circulação da solução e temperatura, contribuem para sua disseminação no cultivo.
 
A hidroponia requer constante monitoramento e entre as boas práticas para o bom manejo estão:
 
- Manter boa a qualidade da água utilizada na solução nutritiva, que deve estar sempre limpa e livre de impurezas físicas e biológicas. Também é importante manter o nível do reservatório, pois tende a diminuir com o desenvolvimento das plantas;
 
- Manter o pH da solução na faixa ideal (aproximadamente 6). Para maior absorção dos nutrientes é preciso medir o pH da solução nutritiva com frequência, pois as plantas não conseguem sobreviver com pH menor que 3,5;
 
- Controlar o índice de condutividade elétrica da solução, este fator é tão importante quanto ao pH, e utilizado para estimar as concentrações de sais na solução. As medidas ideais variam entre 1,5 a 3,5 miliSiemens/cm, valores maiores podem ser prejudiciais à planta;
 
- Controlar a temperatura, que deve ficar na faixa dos 18 aos 24ºC, o aumento da temperatura pode levar a incidência de Pythium e outras doenças. A temperatur
a está relacionada com a diminuição do ponto de saturação do oxigênio, que também afeta o crescimento radicular;
 
- Realizar a limpeza periódica dos tanques e canais por onde percorre a solução nutritiva é fundamental, pois com o desenvolvimento da planta ocorre a formação de algas, que também é propiciada pela entrada de luz nos canais (perfis), sendo recomendado o escurecimento do ambiente, reservatório e calhas, ou a utilização de materiais de cor escura. É indicada a realização da limpeza do reservatório e perfis durante a troca da solução nutritiva do sistema;
 
- É importante que haja controle e restrição das pessoas que circulam nas estufas de cultivos hidropônicos, para que não ocasione um aumento de contaminações e entrada de insetos.
 
A hidroponia se mostra uma prática eficiente e de alta rentabilidade, com expectativa de retorno financeiro de médio e longo prazo, dependendo do tamanho da estrutura instalada. A técnica permite cultivo tanto em pequenas áreas, como por exemplo, em centros urbanos, como em grandes áreas de produção, se tornando uma importante via econômica para os produtores. Para a viabilidade comercial desta atividade é importante seguir criteriosamente as recomendações de boas práticas, e ter o acompanhamento de um técnico qualificado para obtenção de bons resultados produtivos e lucrativos.

martes, 3 de octubre de 2017

Novas técnicas de cultivo impulsionam a produção de morangos no Rio Grande do Sul



Há mais morangos brotando nas estufas da Serra, Vale do Caí e até da região sul do Estado. Com a adoção de novas variedades e de técnicas de produção mais propícias ao cultivo – a partir da disseminação do sistema por substrato nos últimos cinco anos e que hoje domina 80% das lavouras –, o clima reduziu seu impacto sobre os frutos. 


Enquanto a área cultivada se manteve praticamente estável no Rio Grande do Sul – passando de 490 mil hectares em 2014 para 500 hectares em 2017 –, a produção cresceu mais de 35%, de 17 mil toneladas para 23 mil toneladas no mesmo período. O resultado elevou a produtividade média por hectare em 32,5%, saindo do patamar de 34,7 toneladas para 46 toneladas na mesma base de comparação, segundo estimativa de cultivo de frutíferas da Emater/RS, realizada a cada três anos (quadro abaixo).
Entre os produtores que colhem acima da média estão os irmãos Evandro e Cláudio Andreazza, da Granja Andreazza, de Caxias do Sul, município com a maior produção do Estado. A propriedade chega a produzir 90 toneladas por hectare. Para chegar a este bom resultado, é necessária uma série de cuidados:
– Boas mudas, manejo, estrutura, espaço arejado e adubação correta – conta Evandro, que emprega cerca de 40 famílias na empresa.
Mas o rendimento por planta é relativo, ressalta Evandro, já que há disparidade entre os morangueiros dentro de uma mesma estufa. A produtividade média é de 800 gramas por muda, o que rende entre 70 a 80 toneladas por hectare, com picos de 90 toneladas ao ano por hectare. Uma das vantagens da hidroponia é a possibilidade de colheita ao longo do ano, com plantio escalonado. Somente nos meses de junho e julho há uma quebra, quando é realizado o manejo e o preparo de substrato. 

viernes, 22 de septiembre de 2017

Agricultor investe em hidroponia e fatura mais de R$ 30 mil

Após receber assistência técnica, a produção chegou a 15 mil unidades de alface e 10 mil de rúcula por mês

O produtor rural Gelson de Freitas recomeçou do zero a produção de hidroponia da família após receber orientações do programa Hortifruti Legal. Após cinco meses de assistência técnica e gerencial prestada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/MS), em Terenos, os resultados surpreenderam o agricultor. A produção alcançou 15 mil unidades de alface e 10 mil de rúcula por mês.   Freitas conta que antes de trabalhar com produção de hortaliças tocava uma pequena fábrica de sorvetes na área urbana do município, mas, a dificuldade em competir com grandes marcas resultou no fechamento da microempresa. “Nossa família trabalha junta e decidimos investir na hidroponia. 

No começo, conseguimos um retorno, mas, a falta de orientação técnica quase inviabilizou a produção”, conta o agricultor.   Segundo levantamento da Central de Abastecimento de Mato Grosso do Sul, na primeira quinzena de setembro, o pé de alface crespa foi cotado a R$ 1,11, perfazendo uma receita bruta de R$ 16.650 reais. Enquanto isso, a rúcula obteve o preço unitário de R$ 1,50, multiplicada por 10 mil maços obteve-se ao faturamento de R$15.000.   Atuação do Hortifruti Legal A comercialização de hortaliças produzidas pelos produtores participantes da metodologia de ATeG registrou no ano passado, mais de R$ 3 milhões e a expectativa é que os números aumentem em pelo menos 20%. Atualmente, 400 famílias são atendidas em todo Estado, contemplando 21 municípios. 

  De acordo com o gestor do Departamento de ATeG, do Senar/MS, Francisco Paredes, o diferencial da assistência oferecida pela instituição está em diagnosticar individualmente cada propriedade, demonstrando ao proprietário a necessidade de enxergar a atividade como um negócio. “Nossa equipe tem a missão de avaliar cada situação e ouvir o produtor em suas prioridades e dúvidas. Acredito que desta forma conseguimos resultados positivos e gratificantes para todos os participantes”, afirma.   Profissionalização da atividade Segundo monitoramento realizado pela equipe do Hortifruti Legal atualmente, 171 produtores assistidos no programa estão cultivando hortaliças como a alface e rúcula, no entanto, predomina o sistema convencional feito no solo. O total comercializado em folhosas no ano passado foi de R$ 644.022.   

A hidroponia é uma técnica de cultivo sem solo que, normalmente ocorre em ambiente protegido. No caso de folhosas (alface, rúcula, agrião, etc.), o sistema mais comum é o NFT, no qual as plantas são cultivadas em canaletas, onde uma pequena lâmina de solução nutritiva  (água + nutrientes) é injetada no sistema e circula pelas raízes das plantas. 

  Essa técnica permite a obtenção de plantas mais sadias, aumento na produtividade, melhoria das condições de trabalho, além de reduzir ou até eliminar o uso de agrotóxicos. Os interessados em iniciar o cultivo investirão entre R$ 50 e R$ 100 reais, por metro quadrado, dependendo do nível tecnológico desejado e da disponibilidade de materiais na propriedade.  


 De acordo com o engenheiro agrônomo responsável pelo atendimento na propriedade em Terenos, Victor Almeida, é importante esclarecer que, no cultivo hidropônico, não existe uma ‘receita de bolo’ que pode ser aplicada em diferentes situações. “Depois de diagnosticarmos as condições de manejo, identificamos a necessidade de alterar os níveis de nutrientes, equilibrar o pH da água e escolher uma variedade que tivesse melhor desempenho para as condições da propriedade. No entanto, grande parte do mérito vai para o Gelson e sua família que se dedicaram e atenderam as recomendações propostas”, afirma.



viernes, 15 de septiembre de 2017

Com capacitação, produção hidropônica ganha força no Sudoeste

A produção de frutas, hortaliças e temperos pelos sistemas hidropônico ou semi-hidropônico está ganhando força no Sudoeste do Paraná. O Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) promove a capacitação de seus técnicos para orientar os produtores que trabalham com esta forma de cultivo, que diminui a contaminação bacteriológica e melhora a produtividade.
Em parceria com a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), a União de Ensino do Sudoeste do Paraná (Unisep) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-PR), 18 técnicos da Emater foram capacitados, entre 2016 e 2017, para dar respaldo aos agricultores que utilizam o sistema. Eles prestam assistência técnica a cerca de 50 famílias da região.
O gerente regional da Emater de Dois Vizinhos, Valdir Koch, explica que assistência inclui desde a aquisição de materiais para montar as estruturas, as melhores substâncias utilizadas no plantio até informações sobre o mercado consumidor.
“Muitos produtores aderiram à atividade sem o conhecimento devido, tendo um alto custo de implantação sem alcançar os resultados esperados. Isso nos levou a treinar os técnicos para melhor orientar os agricultores”, diz.
Como funciona
No sistema hidropônico, as plantas ficam suspensas em canos de PVC e recebem uma mistura de água com nutrientes, que oferece todas as condições para que elas se desenvolvam. Solo ou substratos não são utilizados nesta forma de plantio, o que permite a produção em pequenos espaços de cultivo. Entre as espécies mais cultivadas estão alface e outras folhosas e temperos, como o cheiro-verde.
Na semi-hidroponia, utilizada principalmente no cultivo de morangos e tomates, o plantio é em local protegido, como estufas e bancadas, e há utilização de substratos. As mudas vêm em sacos, chamados de slabs, que contam com o substrato pronto. “A nutrição da planta nesses sistemas é o essencial. Os agricultores precisam ter conhecimento para aplicar soluções nutritivas com todos os elementos que a planta precisa”, explica Koch.
Além de trazer mais qualidade de vida, a produção hidropônica traz um ganho de produtividade aos agricultores, afirma Koch. “Pelo sistema convencional, um pé de alface leva 35 dias para ser colhido após o plantio. A hidroponia diminui em dez dias esse período. Em um ano, os produtores podem ter até duas safras a mais utilizando o sistema hidropônico, gerando mais lucro”, afirma.
O cultivo protegido e controlado também evita a perda de safra por eventos climáticos, como secas e geadas, diminui a incidência de pragas e a aplicação de agrotóxicos. Outra vantagem, destaca o gerente da Emater, é a perspectiva de manter os jovens trabalhando no campo. “O sistema é atrativo para os jovens, pois o manejo é menos pesado que na agricultura convencional”.
Plantação
Formado em agronomia, o produtor rural Anderson Santin, de Dois Vizinhos, iniciou o plantio semi-hidropônico de morango há três anos, de tomate há dois e agora inicia os testes para a plantação de uva pelo sistema. Para ele, o aumento na quantidade de plantas cultivadas por metro quadrado é a principal vantagem.
A implantação de um sistema hidropônico é mais cara que a plantação convencional, mas a quantidade maior de plantas que cabem em uma estufa e o fato de uma mesma muda durar até três anos compensam”, explica Santin. 
“A ergonomia é outro fator importante. Há mais qualidade e conforto no trabalho porque as bancadas ficam elevadas. Isso também evita algumas doenças do solo que atacam as plantas”.
No ano passado, a propriedade de Santin foi escolhida pela Emater, UTFPR e Unisep para um dia de campo que reuniu produtores de 25 municípios interessados em iniciar o plantio hidropônico. O produtor também foi orientado pela Emater quando adquiriu o terreno para iniciar a plantação. “A capacitação dos técnicos e dos produtores é essencial para que essa cultura ganhe força no Paraná”, afirma.

martes, 29 de agosto de 2017

Plantas Ornamentais que Podem ser Cultivadas com Hidroponia

Para quem aprecia plantas ornamentais dentro de casa, a técnica de hidroponia é um excelente meio cultivar espécies populares para o interior da casa, como samambaias e avencas.
Elas incluem espécies que se desenvolvem apenas na água. Veja a seguir.

Espécies Ornamentais Hidropônicas para Sala e Quarto

Plantas de vaso, como lírio-da-paz (Spathiphyllum), e natalinas, que enfeitam tão bem nossas salas, também podem crescer assim. Vegetais como os filodendros e jiboias (Epipremmum) se desenvolvem perfeitamente em substratos líquidos inertes.
Plantas para o quarto são muito cultivados desta forma, com as raízes mergulhadas em meio líquido. Podemos usar vasos de vidro, sem nenhum substrato.
Muitas pessoas não colocam nenhum nutriente, o que acaba por levar a planta ao fenecimento. AlgumAlgumas colheres de sopa de adubo granulado dissolvido dentro do meio líquido será o suficiente, colocado periodicamente.
O cultivo em recipientes com materiais tipo cascalho brita, perlita e argila expandida também poderá ser feito, desta forma ancoramos melhor a muda.
Se houver adição de solução nutritiva, esta deverá ser escolhida para produção de ornamentais, um pouco diferente da usada para cultivo de hortaliças.
Folhagens belas podem ser assim cultivadas. Contudo também poderemos cultivar em meio hidropônico plantas de ciclo mais curto, como amor perfeito (Viola tricolor) e petúnias (Petunia).
O meio de cultivo hidropônico deverá ser montado com grânulos e pedrinhas pequenas, utilizando solução nutritiva adequada.
São plantas que apreciam o sol, então se cultivadas dentro de casa precisam receber luz natural algumas horas por dia, de preferência pela manhã, evitando o sol da tarde muito quente que poderá esquentar demasiado o substrato.
Outras plantas interessantes para este tipo de cultivo são as plantas de bulbo, como os narcisos (Narcisus), plantas bulbosas como as frízias (Freesia) e os tinhorões (Caladium).

Plantas de Interior de Lugares Úmidos

Uma planta oriunda de brejos e banhados, como a cavalinha (Equisetum), tem no meio hidropônico sua grande oportunidade de desenvolvimento.
Frequentemente utilizada em canteiros com plantas de seco, resiste bem. Mas colocada em substrato inerte de pedregulhos mantidos com umidade e fertilizados periodicamente terão pleno desenvolvimento.  
Isso propiciará um compacto e belo maciço, que poderá ornamentar a entrada de um edifício em jardineira de alvenaria, dentro de vasos bonitos na sacada ou terraço ou um recanto sem graça, desde que haja sol para seu desenvolvimento.
Se você está procurando uma planta de grande porte, opte pelas alpínias (Alpinia), e plantas para jardins com piscina, strelitzias (Strelitzia). 
Lagos de jardins não estão descartados como bases do cultivo hidropônico, mas demandam um recipiente de grande porte e complicado sistema de drenagem e manutenção.

jueves, 10 de agosto de 2017

Principais plantas cultivadas em Hidroponia

Com a consolidação do cultivo em hidroponia no Brasil, houve também a consolidação de algumas culturas que se adaptaram bem e são produzidas em grande escala em hidroponia para o consumo humano.  Evidentemente, nem todas as instalações para hidroponia precisam ser em escala comercial. Mas independente do tamanho do cultivo podemos ver claramente a vantagem da hidroponia, pois ela permite o cultivo de plantas em um ambiente protegido e em uma densidade muito maior que o cultivo convencional com solo.
Diversas plantas podem ser cultivadas em hidroponia. Contudo, algumas espécies são particularmente adequadas e muito bem adaptadas para o cultivo em hidroponia. Entre elas estão:
  • Alface em hidroponia.
  • Morango em hidroponia.
  • Tomate em hidroponia.

Alface em hidroponia:

Alface é uma espécie vegetal que tem o sistema radicular considerado pequeno. Consequentemente é adequada para o cultivo em hidroponia, principalmente no sistema NFT, que é o mais utilizado em todo mundo. Ainda, devido ao pequeno tamanho de cada planta de alface, podem ser cultivadas em alta densidade, ou seja, muitas plantas por área de cultivo. Isso permite boa utilização de espaços. A imagem ao lado mostra o cultivo hidropônico de alface em escala comercial, onde plantas jovens aparecem no primeiro plano e alfaces ao ponto de colheita ao fundo.
A técnica NFT de cultivo hidropônico pode ser usado de forma bastante criativa para cultivar alface em espaços pequenos, como um quintal ou sacada de apartamento.

Morangos em hidroponia:


Principais plantas cultivadas em Hidroponia

Com a consolidação do cultivo em hidroponia no Brasil, houve também a consolidação de algumas culturas que se adaptaram bem e são produzidas em grande escala em hidroponia para o consumo humano.  Evidentemente, nem todas as instalações para hidroponia precisam ser em escala comercial. Mas independente do tamanho do cultivo podemos ver claramente a vantagem da hidroponia, pois ela permite o cultivo de plantas em um ambiente protegido e em uma densidade muito maior que o cultivo convencional com solo.
Diversas plantas podem ser cultivadas em hidroponia. Contudo, algumas espécies são particularmente adequadas e muito bem adaptadas para o cultivo em hidroponia. Entre elas estão:
  • Alface em hidroponia.
  • Morango em hidroponia.
  • Tomate em hidroponia.

Alface em hidroponia:

Alface é uma espécie vegetal que tem o sistema radicular considerado pequeno. Consequentemente é adequada para o cultivo em hidroponia, principalmente no sistema NFT, que é o mais utilizado em todo mundo. Ainda, devido ao pequeno tamanho de cada planta de alface, podem ser cultivadas em alta densidade, ou seja, muitas plantas por área de cultivo. Isso permite boa utilização de espaços. A imagem ao lado mostra o cultivo hidropônico de alface em escala comercial, onde plantas jovens aparecem no primeiro plano e alfaces ao ponto de colheita ao fundo.
A técnica NFT de cultivo hidropônico pode ser usado de forma bastante criativa para cultivar alface em espaços pequenos, como um quintal ou sacada de apartamento.
Esse sistema pode ser feito com tubos de PVC junto com pequenas cestas que sustentam cada planta de alface junto ao tubo. Uma forma particularmente criativa para cultivar alface hidropônica é em tubos de PVC ou em calhas penduradas nas paredes em um padrão de zig-zag. Sendo que os nutrientes são bombeados para o topo do tubo ou da calha e, por escoamento faz o circuito de zig-zag da tubulação, nutrindo as plantas em toda extensão da tubulação. Esse sistema, desde que não seja muito grande, pode ser feito em paredes de residências formando uma horta ou jardim.

Morangos em hidroponia:

O cultivo de morangos em hidroponia é muito similar ao cultivo de alface, sua adaptação ao cultivo também foi muito boa, assim como no caso da alface.
Os morangueiros também tem um sistema radicular pequeno, sendo particularmente adequado para o cultivo no sistema NFT de hidroponia. Como pode ser visto na figura abaixo as plantas podem ser cultivadas em uma densidade muito elevada em tubos de PVC. A única coisa que deve ser levada em consideração é o espaço para frutificação e colheita dos morangos.

Tomate em hidroponia:

Diferentemente da alface e morangueiro, o tomateiro tem um sistema radicular mais agressivo e maior. Portanto, não é adequando para cultivo no sistema NFT de hidroponia. Isso porque o grande sistema radicular pode interferir e bloquear o fluxo de nutrientes no tubo de PVC. Os tomates são popularmente cultivados em sistemas hidropônicos com gotejamento de nutrientes planta por planta ou no sistema de aeroponia. Nesses sistemas, as raízes dos tomateiros podem se desenvolver livremente, permitindo o pleno desenvolvimento e produção da planta, sem interferir no fluxo de nutrientes para as demais plantas. 

jueves, 3 de agosto de 2017

Existem várias alternativas de plantio de plantas sob o sistema hidropônico, inclusivamente um kit de hidroponia caseiro pronto a usar. Neste artigo vamos ensinar-lhe como construir um sistema hidropônico semelhante ao da imagem ao lado, chamado de NFT, simples e indicado para o plantio de alface, morango ou tomates.

Você pode facilmente colocá-lo no jardim, numa estufa pequena, afixado na parede ou até numa sacada. Para isso, reúna os materiais que constam da lista no final neste artigo e coloque mãos à obra seguindo os passos que indicamos em seguida!
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Abra pequenos orifícios no tubo de PVC, alinhados e afastados em 15 cm uns dos outros. Neles você irá colocar sua planta em crescimento.

Prenda o tubo à parede ou fixe-o em uma estrutura instalada no chão, como a da imagem ao lado. É importante que haja um pequeno desnível no ou nos tubos, de forma a que a água circule. Tampe as extremidades dos tubos com a respetiva tampa.


Coloque a bomba no reservatório de água e conecte a ela a mangueira, que irá servir de tubulação de transporte da solução nutritiva das plantas. Em seguida, abra um orifício na tampa dos tubos para introduzir nela a outra ponta da mangueira. Ligue também o temporizador/timer para controlar a frequência com que o fluido irá circular, se bem que este passo é opcional.


Na outra extremidade do tubo de PVC, que deverá estar mais abaixo que a anterior, coloque uma segunda mangueira. Essa mangueira irá conduzir a solução novamente até ao reservatório. Apesar de no esquema ao lado a bomba de água se encontrar fora do reservatório, você pode guiar-se por ele para perceber o funcionamento deste sistema de hidroponia NFT.


Em seguida é o momento de colocar as plantas nos orifícios do tubo! Elas já deverão estar parcialmente desenvolvidas, ou seja, com raízes e algumas folhas, e devem ser inseridas em um recipiente que encaixe bem no orifício, como um copo de plástico esburacado. De forma a que se mantenham direitas, envolva-as em espuma, algodão ou coloque terra no copo.


Coloque a solução nutritiva no recipiente e ligue a bomba de água para que o seu sistema comece a funcionar. Pode adquirir a solução específica para o tipo de planta que pretende cultivar em uma loja de agricultura. Agora é só esperar pacientemente para que suas plantas se desenvolvam! No caso das alfaces, você poderá ir colhendo as folhas e manter no sistema o caule a raiz, de forma a não ser necessário repetir o plantio.







viernes, 21 de julio de 2017

O que é Hidroponia?

Hidroponia ( do grego: água + trabalho) é o nome dado a um sistema de cultivo de plantascaracterizado por não precisar de terra (solo)As raizes das plantas ficam dentro da água. Soluções fertilizantes são adicionadas à água para alimentar as plantas.
Hoje em dia é possível encontrar muitos produtos hidropônicos nos supermercados. Os produtores encontraram na hidroponia muitas vantagens: ocupa um espaço reduzido e tem o clima da estufa controlado permitindo produzir o ano todo.
As plantas são cultivadas em estufasem necessidade do uso do solo. O que aumenta a produção, e a qualidade dos produtos, visto que os nutrientes são balanceados e controlados. Diminui a quantidade de água utilizada, por possuir um sistema fechado, e também reduz o uso de agrotóxicos, por ser dentro de estufa, o que diminui o ataque de predadores e as intempéries do tempo, não havendo poluição do solo. Além de utilizar um espaço muito menor do que a agricultura tradicional.
Claro que este aumento de produtividade depende da energia elétrica ou de algum sistema similar. Mas se torna uma alternativa onde o solo não mais comporta a plantação. Apesar de ainda ter um custo um pouco mais elevado.
A hidroponia hoje é mais difundida em países como a Holanda, Alemanha, Itália, Espanha, Suécia, Japão, Austrália, Estados Unidos, México e áreas vizinhas da América Central.
No Brasil, esta técnica ainda não é muito difundida, sendo mais utilizada perto dos grandes centros urbanos onde as terras agricultáveis são mais escassas e caras. Sendo a região sudeste a campeã de produção hidropônica no Brasil.

lunes, 26 de junio de 2017

Técnicas hidropônicas

"A hidroponia da palavra é derivada do grego Hidro (água) e Ponos (de trabalho ou de trabalho), que significa, literalmente, trabalhar em água."


Antes de participar técnicas hidropônicas deve entender que a planta é um organismo vivo que cresce, se reproduz e morre para que leva a processos biológicos em seu desenvolvimento como suor (perspire), água potável e alimentação dentro da mais importante até que não devemos perder de vista das entidades responsáveis por estes processos.

Lembre-se que todos os elementos tomados raiz são realizadas pela haste para as folhas onde são modificados para que a planta possa assimilar e desenvolver com boa qualidade.
técnicas hidropônicas.


Objetivo: mostrar o que as técnicas de hidroponia para que as pessoas podem decidir o que é melhor para você, de acordo com suas necessidades.



"A hidroponia da palavra é derivada do grego Hidro (água) e Ponos (de trabalho ou de trabalho), que significa, literalmente, trabalhar em água."


Antes de participar técnicas hidropônicas deve entender que a planta é um organismo vivo que cresce, se reproduz e morre para que leva a processos biológicos em seu desenvolvimento como suor (perspire), água potável e alimentação dentro da mais importante até que não devemos perder de vista das entidades responsáveis ​​por estes processos.

Lembre-se que todos os elementos tomados raiz são realizadas pela haste para as folhas onde são modificados para que a planta possa assimilar e desenvolver com boa qualidade.


Cada uma dessas técnicas permite construir pequenas centrais como os organismos grandes ou suculentas e decidir qual deles melhor lhe convier de acordo com as necessidades de sua área.


O que é substratos hidroponia?.

  O substrato técnica é produzir meios que ancora a raiz e dar suporte para a planta manter a umidade, drenagem, aeração e facilidade de adsorção de nutrientes na última estamos preocupados é que a planta pode levar nutrientes sem qualquer problema para o seu desenvolvimento.
Antes de continuar, vamos deixar claro que é um substrato significa para gerar o apoio da planta para ancorar a raiz não necessariamente inerte vai depender do clima da região ou as necessidades de cada pessoa e / ou produtor.

Muitos métodos hidropónicos actuais empregam algum tipo de meio, tais como gravilha, areia, pedra-pomes, serradura, argilas expansivas, carvão vegetal, casca de arroz, etc. substrato indicado., ao qual é adicionado com uma fórmula nutricional dissolvido em água (solução nutriente) contendo todos os elementos essenciais necessários para o crescimento e desenvolvimento da planta.

jueves, 22 de junio de 2017

Conselhos para o cultivo hidropônico

Conselhos para o cultivo hidropônico

  1. Não exponha as raízes à luz. Isso pode trazer consequências negativas para o crescimento da planta.
  2. Remova todas as folhas mortas, corte as folhas e os galhos das plantas doentes e, não misture esse material com a compostagem.
  3. Deixe que as plantas tenham acesso suficiente ao oxigênio, que há no ar, para crescer e absorver água e nutrientes.
  4. Cuidado com a drenagem mal feita, porque isso pode tolher o desenvolvimento da planta, fazê-la murchar e, provocar descoloração  das folhas.
  5. Além de contribuir para a estética, em se tratando de plantas trepadeiras, não deixe que suas folhas fiquem no chão, para evitar doenças, ao entrar em contato com o solo.

Substratos

Você pode usar vários substratos: areia grossa (peça areia de rio lavada), cascalho, perlita, vermiculita grossa e lã mineral.
perlita e a vermiculita grossa são boas escolhas porque vêm esterilizadas, são uniformes e, tem para pronta entrega nos grandes shoppings de plantas.
água pode forçar a planta a gastar toda a sua energia disponível, para desenvolver um sistema extensivo de raiz, que pode resultar em um pequeno broto atrofiado. Por essa razão, é importante que o ambiente, onde a planta se desenvolve, seja irrigado e, em seguida, drenado.
No cultivo hidropônico, a planta tem de ser drenada o tempo todo.

Luz

A quantidade de luz necessária varia de planta para planta.
A maioria das plantas frutíferas como milho, tomate e pimentões precisam de 8 a 10 horas de luz do sol por dia. Para que essas plantas cresçam dentro de casa, é necessário colocar luz artificial para prover luz de alta intensidade, sem fazer com que a temperatura cresça além dos níveis aceitáveis.
Por outro lado, muitas plantas ornamentais, assim como plantas com folhagem precisam menos da luz do sol que as plantas frutíferas, por isso, elas ficam muito bem dentro de casa. Um erro comum, no que diz respeito ao cultivo hidropônico, é tentar cultivar plantas com pouca luz, quando elas precisam de muita luz do sol.

Nutrientes

O principal ingrediente na receita de um cultivo hidropônico bem sucedido chama-se solução nutritiva. No cultivo tradicional, que usa terra, a planta recebe o fertilizante, que vem da lenta decomposição da matéria orgânica e, da liberação dos nutrientes minerais, que vêm do solo.
cultivo hidropônico provê, de imediato e de uma forma completa e balanceada, minerais solúveis em água diretamente para as raízes, o que elimina a necessidade da terra.
Para a planta crescer são necessários 16 elementos: as plantas extraem vários desses elementos, como por exemplo, oxigênio, carbono e hidrogênio da água e do ar. Os demais elementos devem ser suplementados pela solução nutritiva.
Os macronutrientes primários são: nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K).
Os macronutrientes secundários são cálcio (Ca), magnésio (MG) e sulfa (S).
Essas distinções são baseadas na quantidade de cada nutriente que a planta precisa.
Micronutrientes como ferro (Fe), manganês (Mn), boro (B), molibdênio (Mo), zinco (Zn), cobre (Cu) e cloro (Cl) são usados em quantidades muito pequenas pelas plantas, daí o nome  micronutrientes. Às vezes, os micronutrientes estão presentes como impurezas na água e no substrato sólido.

Nitrogênio

O nitrogênio é fundamental para o desenvolvimento de novas folhas e galhos, assim como para o desenvolvimento geral da planta.
Uma quantidade excessiva de nitrogênio pode enfraquecer o  crescimento da planta e, a possível demora na produção do fruto e da flor. Os sintomas de falta de nitrogênio são o amarelamento das folhas e, um crescimento fraco e espigado.

Fósforo

O fósforo é usado pela planta na fotossíntese e, na produção de flores e sementes. O fósforo também ajuda a raiz a crescer forte. Quando os níveis de fósforo estão baixos as folhas mais velhas começam a ficar numa coloração de um verde intenso e, desenvolvem descolorações nas cores marrom e roxo. Outros sintomas podem ser pouco crescimento e amarelamento das folhas mais baixas.

Potássio

O potássio é necessário durante todos os estágios de crescimento da planta, particularmente durante o desenvolvimento dos frutos. Entre os processos envolvidos com o potássio estão: a produção de açucares, amidos e clorofila. O potássio ajuda a planta a fazer bom uso do ar e da água, regulando as aberturas estomáticas das folhas, além de ajudar a planta a desenvolver raízes fortes. Os sintomas de deficiência de potássio são: manchas e amarelamento das folhas mais velhas, geralmente pelas bordas, além da queda de flores e frutos.

Cálcio

O cálcio é utilizado pela planta durante o crescimento das células. Ele também age com um regulador do excesso de nutrientes no solo. Dá para saber que uma planta está deficiente de cálcio, quando as folhas novas enrolam e param de crescer e, também quando as pontas dos talos caem. Por outro lado, o excesso de cálcio pode impedir o crescimento de uma planta jovem.

Magnésio

magnésio é fundamental para a absorção de luz e, é o elemento central na estrutura da molécula de clorofila. Os sintomas de deficiência de magnésio incluem o enrolar das bordas das folhas, o amarelamento das folhas mais velhas (as veias permanecem verdes) e, eventualmente, as extremidades adquirem um tom de verde vivo.
Você pode encontrar as soluções nutritivas nos shoppings de plantas
Os elementos necessários para se plantar com sucesso no sistema hidropônico são encontrados facilmente, já prontos, em catálogos de jardinagem, em shoppings de plantas, em empresas de fertilizantes e empresas especializadas em produtos para o cultivo hidropônico.
Os amantes da hidroponia poderão confiar nessas soluções comerciais que estão disponíveis.
Por outro lado, é possível preparar as suas próprias soluções nutritivas em casa também.
As soluções nutritivas hidropônicas contêm vários tipos de sais nutritivos, solúveis em água, geralmente misturados em um volume grande de água, numa concentração pronta para ser usada nas plantas.

jueves, 1 de junio de 2017

PASSOS SIMPLES para começar seu próprio hidroponia

Para começar, você deve saber que o cultivo hidropônico é um tipo de planta que não requer o uso de terra, mas água e materiais. Início hidroponia é conhecida como a agricultura do futuro, porque seu desenvolvimento é economicamente e traz muitas vantagens, ele não atrai parasitas ou bactérias, sem problemas como a erosão, geralmente não precisa de um grande espaço para o desenvolvimento, pode ser vertical e modular, eo melhor é que você pode fazer em casa.

Para fazer uma hidroponia caseiros são necessários os seguintes materiais
Um recipiente, um recipiente ou balde que tem uma profundidade de 20 a 30 cm. Recomenda-se que a embalagem é de uma cor escura para que a luz não incida sobre as raízes.

Uma bomba de eliminação de ar, como os utilizados nos tanques. Isto é usado para que a água tem boa oxigenação.
A solução nutritiva, que embora pode ser feito em uma casa, uma opção é adquirir soluções hidropônicas que já fizeram com nutrientes equilibrados.

Substrato, que retém os nutrientes as necessidades da cultura, serve como base para as plantas e é muito económico. É o equivalente de fertilizante orgânico para as culturas tradicionais.

As sementes ou plantas que se pretendem para o cultivo.
Uma borracha ou plástico
Uma placa de madeira, o que deverá ter as mesmas dimensões do recipiente.

Preparação de hidroponia

Primeiro faça um buraco na base do recipiente sem esquecer a profundidade escolhida. Neste buraco para inserir a rolha de borracha ou plástico, para que possa fazer a mudança de água sempre que necessário.
Feixe com um furo na placa de madeira, de preferência, uniformemente espaçados cada buraco. O número de buracos será proporcional ao tamanho da tabela.
Através dos furos, inserir as raízes da planta. É importante ter cuidado para não machucar as raízes e que estes estão submersos na água. Lembre-se que a haste deve estar acima da superfície da água.
Assegurar a planta com o substrato, que é um meio sólido inerte que protege e suporta para o desenvolvimento das raízes da planta, permitindo que a solução de nutrientes está disponível para o desenvolvimento.
Você pode colocar o espaço exploits cultivo da casa e no quintal, um terraço ou uma parede (colheita vertical), mas o importante é que as plantas podem receber luz solar.

Com a eliminação de ar da bomba deve oxigenar a água, de preferência de dois em dois ou de três horas por dia, e deve ser uma revisão para a solução nutritiva. Em qualquer caso, você pode adicionar nutrientes de forma independente para a planta para manter a quantidade de nutrientes e estável.

Recomendações para seus hidroponia é saudável

A cada 15 dias, trocando a água no recipiente, e esquecer reutilização regar outras plantas.

Também é preciso observar o desenvolvimento das plantas se eles têm uma anormalidade ou uma falha do sistema de cultivo.

É necessário que a planta recebe luz solar para o desenvolvimento embora em alguns tipos de plantas não é crítica.

Como resultado do uso da agricultura hidroponia é renovada, sendo acessível a todos, mesmo sem ser especialistas em agricultura ou estar em lugares equipados para este trabalho, como cidades e na mesma casa. Com hidroponia você pode vender em mercados de produtos colhidos, como legumes e, claro, ajuda na economia familiar, é essencial que o desenvolvimento destas culturas é barato e ajudar substancialmente o ecossistema prevenção da erosão como com a terra.

Por estas razões, é conhecida como a agricultura do futuro. Adotando este método irá trazer muitos benefícios para o seu ambiente. Com entusiasmo e esforço que você pode construir seus próprios hidroponia.

miércoles, 10 de mayo de 2017

Primeira fazenda urbana da América Latina será inaugurada nesta quinta-feira, em Belo Horizonte

Depois de três meses de espera, a primeira fazenda urbana da América Latina – e a nona no mundo – será inaugurada em Belo Horizonte (MG) nesta quinta-feira (dia 11). A BeGreen, que tem à frente o administrador público Giuliano Bitencourt, 26 anos, e Pedro Graziano, 29, busca tornar a cadeia de alimentos mais sustentável, eliminando um de seus maiores entraves: a distância entre o produtor e o comprador. A ideia da fazenda urbana é justamente cultivar produtos o mais perto possível do consumidor. Por exemplo, ao lado de um shopping center, no caso o Boulevard Shopping, localizado na Avenida do Contorno, no bairro Santa Efigênia, na região Centro Sul de Belo Horizonte.


A fazenda urbana sediada no centro de compras ocupará uma área de 2,7 mil metros quadrados, com uma estufa de 1,5 mil metros quadrados e capacidade para produzir peixes e até 50 mil pés de alfaces baby e ervas por mês usando a Aquaponia. Além da estufa, o espaço contemplará, ainda, com uma loja, a Casa Horta, para vender os produtos cultivados na fazenda urbana e dar espaço para produtores locais da região.
O empreendimento segue o conceito de que a produção ocorra no Centro da cidade e o consumo, em raio de 10 quilômetros. Nos planos há, também, um restaurante no conceito “farm to table” (da fazenda para a mesa), a Casa Amora. O estabelecimento servirá refeições preparadas com as hortaliças da fazenda urbana. Na estrutura, que contempla palco e espaço de convivência, serão realizados eventos, palestras relacionadas à vida saudável e sustentabilidade e o empreendimento será aberto à visitação de estudantes. A expectativa é de atender 1 milhão de pessoas por ano.

O empreendedor fala do setor em que está inovando: “Hoje, a cadeia é ilógica. O alimento viaja 150 quilômetros até chegar ao seu prato. Isso aumenta o custo, o desperdício e não remunera bem o produtor”, enfatiza. E prossegue nessa linha de raciocínio: “Há tanta gente passando fome e nós, aqui, gastando energia, combustível, sol, horas de trabalho para fazer algo que vai para o lixo. Não faz sentido”, afirma Bittencourt.

Preocupações como esta levaram o empreendedor a estudar administração pública. Movido pelo propósito de “fazer a diferença na sociedade”, cursou a graduação na Fundação João Pinheiro, e, atuando no governo de Minas Gerais, foi um dos fundadores do Seed (Startups and Entrepreneurship Ecosystem Development), em 2013, o primeiro programa de aceleração de startups do país com dinheiro público.

O Seed tem o objetivo de tornar o estado um grande polo de inovação na América Latina. Seu programa acolhe 40 startups por rodada, com capital semente de até R$ 80 mil e aceleração. Atualmente, está na quarta edição, e já acelerou mais de 120 startups em três anos. Por causa do Seed, Giuliano teve a oportunidade de conhecer o Media Lab, um projeto do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) que reúne laboratórios interdisciplinares. Lá, conheceu a proposta inovadora das fazendas urbanas. Com mudança de governo, o Seed parou durante seis meses e quase acabou – o fim do programa só foi impedido por pressão do ecossistema empreendedor que, afinal, ajudou a criar e fortalecer.       

Empreendedorismo

O Seed continua ativo, mas a instabilidade fez Giuliano perceber que era hora de empreender no setor privado. A ideia da fazenda urbana não saía da cabeça do jovem criado em Divinópolis, município distante 120 quilômetros da capital mineira. Aquilo remetia à infância, quando frequentava o sítio da família, e ele se sentia revigorado com a possibilidade de fazer esse resgate. “Quando as pessoas vêm para a cidade, perdem a conexão com a comida. O leite vem da caixinha. É bom mostrar para a criança que a alface não vem da geladeira”, declara.
Até então, sua forma de manter-se conectado com o campo era alimentando o blog e Instagram Menu do Zé, onde repete as receitas que o pai cozinhava no sítio. Mas era hora de empreender. E Bittencourt, então, apresentou a proposta da fazenda urbana para Pedro, um amigo de quando trabalhava no Seed. O sócio também tem uma conexão forte com a terra. Formado em administração pela Universidade de São Paulo (USP), é natural de Araras (SP), e sua família é de agrônomos e possui um “pesque e pague”, além de criar rãs e coelhos.

Cooperação

 Em 2014, a dupla arrendou uma fazenda de um amigo em Betim (MG) e deu início à produção de alface crespa hidropônica orgânica. Animados, compraram um caminhão com câmara fria que custou R$ 100 mil - e foi roubado quando ainda estava sendo pago. A solução foi arranjarem um outro, emprestado, até conseguirem ter dinheiro o suficiente para adquirir um usado. Com a pressão maior causada pelo prejuízo, eles decidiram mudar o produto, que era pouco competitivo.

Bittencourt conta que ele e Pedro foram a São Paulo fazer uma pesquisa em hortifrutis em busca de outras opções. “Vimos que existia uma linha de alface baby que era mais saborosa e resistia mais tempo na geladeira. Em seguida achamos uma empresa na Holanda, a Rijk Zwaan, que começou a plantar essa semente”, conta. Os holandeses os ajudaram com o desenvolvimento e cultivo do produto, transmitindo conhecimento e trocando P&D (pesquisa e desenvolvimento). Em contrapartida, os brasileiros abrem para eles os números de produção (variáveis medidas nas plantas) e fazem um evento por mês para difundir o Love My Salads, que é a plataforma de conteúdo da marca. A estratégia agradou.

Com a resposta na mão, foram de supermercado em supermercado, restaurante em restaurante, oferecendo o produto, até conseguirem a garantia de compra dos fornecedores em 60 dias, tempo necessário para a mudança do cultivo. O passo seguinte foi desenvolver uma embalagem que mantém o pé com a raiz e água, permitindo que fique até sete dias fora da geladeira. Isso fez com que o desperdício caísse em até 80%.

Com uma produção de até 100 mil pés de alface, rúcula, agrião e temperos, em 2016, eles perceberam que o negócio tinha fôlego para deslanchar. Começaram, então, a buscar lajes em São Paulo. A ideia era colocar em prática a ideia da fazenda urbana na maior metrópole do país, mas a solução aconteceria em Minas Gerais. Durante uma feira de produtores, das muitas que eles costumam ir para receber o feedback dos clientes, o gerente de Marketing do Boulevard Shopping gostou da ideia e ofereceu um estacionamento ocioso. Mas não seria tão fácil. Inovar não é simples, e a legislação urbana não prevê a construção de uma fazenda urbana no topo de um prédio, como eles inicialmente imaginaram. A solução foi desistir do estacionamento e usar um espaço no térreo.

A BeGreen administrará apenas a fazenda, mas eles acharam que seria interessante ter o restaurante e a loja, e convidaram parceiros que já atuam nestas áreas para investir no complexo. Além das hortaliças já produzidas na fazenda de Betim, a fazenda no shopping terá tomate, pepino, pimentão, cenoura e cebola – alimentos que estão entre os que mais usam defensivos, segundo levantamentos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os produtos custarão R$ 5,00.

O empreendedor prevê dez funcionários trabalhando no complexo, e tem planos para eles também. “É preciso que morem no entorno, porque queremos zero emissão de carbono no deslocamento. Queremos que eles possam vir a pé ou de bike”, diz Bittencourt. Ele conta, também, que o vale refeição ou alimentação poderão ser gastos na Casa Horta ou na Casa Amora e que os funcionários terão a opção de fazer ioga ou academia “para virem trabalhar energizados”. “Além de falar que vamos vender coisas do bem, nós vamos fazer o bem, porque não adianta nada o greenwashing [publicidade sustentável] e vender produtos bonitinhos se os funcionários não respiram na mesma essência”, acrescenta o administrador.

Outra preocupação é que o lucro não seja o único objetivo da BeGreen. Como no entorno do Shopping Boulevard há favelas, a ideia é que em um segundo momento a empresa passe a compartilhar tecnologia e ensinar os moradores a fazerem hortas comunitárias, por exemplo, além de doar parte da produção. “Nossa ideia não é tirar o máximo da fazenda. Se com determinado volume de vendas o projeto se pagar, conseguiremos crescer com outras fazendas e poderemos doar o excesso”, conta.

Depois que o shopping abraçou a ideia, a Liga Ventures, que toca a Oxigenio, aceleradora da Porto Seguro, entrou como investidora e acelerou a BeGreen. Bittencourt se prepara, agora, para uma nova rodada de investimentos, com o objetivo de levar o projeto das fazendas urbanas a outros lugares do Brasil. Já existe uma negociação para implementar uma fazenda urbana em São Paulo, e a expectativa é de abrir as portas de outra, no Rio de Janeiro, até o fim do ano. “Queremos levar a cultura de fazendas urbanas para o máximo de grandes centros possíveis no Brasil e espalhar esse estilo de vida de consciência na alimentação”, diz o empreendedor, que vê com bons olhos ser vizinho de um shopping. “Um espaço de consumo consciente ao lado de um palácio de consumismo é meio antagônico, mas é isso que a gente quer promover: conscientização para as pessoas entenderem que o mundo mudou e o consumo desenfreado não pode ocorrer mais”, completa.